Todas as pesquisas registradas no TSE, lidas na fonte ou em sites de notícias, submetidas à mesma régua e agregadas com correção de viés de instituto. Quatro leituras do mesmo eleitorado: quem lidera em primeiro e segundo turnos, qual a rejeição, quem vota em quem, quem aprova o governo.
Quem declarou voto em quem não se registrou vira uma categoria publicada, ao lado de branco, nulo e indeciso. Nada é redistribuído.
A unidade é o levantamento, identificado pelo registro no TSE. Um instituto que testa três composições da disputa entra com a mais ampla, não com três.
Pesquisa de instituto cujas divulgações a Justiça Eleitoral suspendeu ou proibiu sai de todas as séries. Hoje são dois, com o motivo e a data registrados.
Quem mede sistematicamente acima ou abaixo da média tem o desvio estimado e subtraído. Sem isso, a troca de quem publicou num mês vira "tendência".
Cada pesquisa pesa pela raiz do número de entrevistas, com meia-vida de 10 dias. Pesquisa velha não desaparece: perde influência.
A média de pesquisas não prevê resultado: descreve o que o eleitorado dizia no período medido, com a incerteza que as amostras carregam — não o que a urna dirá. O teto mostrado na tela de rejeição é aritmética declarada, não projeção. Estimativa de probabilidade de vitória é outra coisa, calculada à parte pelo preditor — testada contra eleições passadas e sempre exibida ao lado da pesquisa bruta que a alimenta, nunca no lugar dela.
Não mistura medidas que perguntam coisas diferentes. Aprovação binária e avaliação em faixas ficam em séries separadas; intenção e rejeição nunca são somadas; recorte de um instituto não é combinado com o de outro.
Além da média das pesquisas, o agregador roda uma simulação que estima a chance de cada candidato ser eleito. É uma camada adicional, nunca uma substituição: a intenção de voto publicada em todas as outras telas deste site é sempre a pesquisa, sem ajuste nenhum de probabilidade — o preditor aparece ao lado dela, nunca no lugar.
A mesma pesquisa, corrigida pelo erro histórico de cada instituto contra o resultado real das eleições de 2014, 2018 e 2022. Todo instituto, sem exceção, mede um pouco abaixo do resultado final de cada candidato — o "encolhimento" que a pesquisa capta e a urna redistribui. É diferente do efeito-casa que a tela já mostra: aquele compara institutos entre si na janela atual; este corrige pelo erro médio de cada um contra a eleição real.
Uma simulação de 10 mil sorteios, com o mesmo ruído histórico de cada instituto, estima a chance de um candidato passar de 50% dos votos válidos — a regra que decide a eleição sem 2º turno.
A mesma simulação conta, em cada sorteio, os dois nomes mais votados quando ninguém passa de 50%. Quando os dois principais candidatos aparecem com a mesma chance, não é erro: se os mesmos dois nomes ocupam esse papel na maioria dos sorteios, os dois recebem a mesma contagem. É uma pergunta diferente de "vencer o 2º turno", que só aparece depois de escolher a visão de 2º turno e costuma ser bem diferente entre os dois.
O Senado não tem 2º turno e renova duas cadeiras por estado em 2026. A simulação conta quem fica entre os dois mais votados de cada sorteio — essa é a chance que alimenta o hemiciclo na abertura da tela de Senado, em /estados.
Quem lidera o 1º turno: 78% dos casos (132 corridas de presidente, governador e senador). "Vence de cara" vs. "vai ao 2º turno" — pergunta que exige a base de votos válidos, com cobertura histórica menor: acerta o cenário em 90% e o nome exato em 76% (21 corridas). Vencedor do 2º turno: 92% (40 corridas). Os dois nomes certos do Senado, nas duas vagas: 41% (27 corridas — 2018 é o único ciclo, além de 2026, em que o Senado também renovou duas vagas por estado).
Números reais, não garantia — cabe erro, e a amostra de cada teste é pequena. Por isso o preditor nunca aparece sozinho: está sempre ao lado da pesquisa bruta que o alimenta.
O registro do TSE é a espinha: ele diz quais pesquisas existem, quando podem ser divulgadas e por quem. É contra essa lista que o agregador mede a si mesmo.
Os números vêm, em ordem de preferência, do relatório do próprio instituto, lido do PDF; de uma segunda leitura independente na imprensa, usada para conferir; e, para institutos que não publicam relatório, da cobertura jornalística, sempre com a origem registrada em cada medição.
Nenhuma medição é apagada ou sobrescrita. Corrigir um número cria uma versão nova e aposenta a anterior, que continua consultável com a fonte de onde veio — porque um agregador precisa saber responder de onde veio este número meses depois.