Todas as pesquisas registradas no TSE, lidas na fonte, submetidas à mesma régua e agregadas com correção de viés de instituto. Quatro leituras do mesmo eleitorado: quem lidera, quem vota em quem, quem aprova o governo e quem já foi descartado.
Toda pesquisa passa por uma régua única, escrita num módulo só e coberta por testes. As decisões abaixo têm efeito grande sobre o número final, e por isso ficam à vista.
Remover um nome de um cenário e reescalar o resto fabrica pontos percentuais que ninguém mediu. Ou a pesquisa entra inteira, ou não entra.
Quem declarou voto em quem não se registrou vira uma categoria publicada, ao lado de branco, nulo e indeciso. Nada é redistribuído.
A unidade é o levantamento, identificado pelo registro no TSE. Um instituto que testa três composições da disputa entra com a mais ampla, não com três.
Um "Bolsonaro" sem prenome, num cenário que também testa Michelle, é ambíguo — e cenário ambíguo sai da série em vez de ser adivinhado.
Pesquisa de instituto cujas divulgações a Justiça Eleitoral suspendeu ou proibiu sai de todas as séries. Hoje são dois, com o motivo e a data registrados.
Quem mede sistematicamente acima ou abaixo da média tem o desvio estimado e subtraído. Sem isso, a troca de quem publicou num mês vira "tendência".
Cada pesquisa pesa pela raiz do número de entrevistas, com meia-vida de 14 dias. Pesquisa velha não desaparece: perde influência.
Não prevê resultado. A média de pesquisas descreve o que o eleitorado dizia no período medido, com a incerteza que as amostras carregam — não o que a urna dirá. O teto mostrado na tela de rejeição é aritmética declarada, não projeção.
Não mistura medidas que perguntam coisas diferentes. Aprovação binária e avaliação em faixas ficam em séries separadas; intenção e rejeição nunca são somadas; recorte de um instituto não é combinado com o de outro.
O registro do TSE é a espinha: ele diz quais pesquisas existem, quando podem ser divulgadas e por quem. É contra essa lista que o agregador mede a si mesmo.
Os números vêm, em ordem de preferência, do relatório do próprio instituto, lido do PDF; de uma segunda leitura independente na imprensa, usada para conferir; e, para institutos que não publicam relatório, da cobertura jornalística, sempre com a origem registrada em cada medição.
Nenhuma medição é apagada ou sobrescrita. Corrigir um número cria uma versão nova e aposenta a anterior, que continua consultável com a fonte de onde veio — porque um agregador precisa saber responder de onde veio este número meses depois.